Descubra em 1 minuto se a taxa do seu empréstimo, financiamento ou cartão ficou acima da média do Banco Central no mês em que você assinou.
Conteúdo revisado por Dr. Matheus Aded Mattos, OAB/RJ 250.629. Atualizado em outubro de 2026.
Use os dados do contrato, do carnê ou dos boletos.
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Estas são as taxas médias mais recentes divulgadas pelo Banco Central para as modalidades de crédito mais comuns. A tabela se atualiza sozinha a cada nova divulgação.
Para saber se o seu contrato teve juros abusivos, o que vale é a média do mês em que você assinou, e não a de hoje. A calculadora de juros abusivos faz essa busca para você.
| Modalidade | ao mês | ao ano |
|---|---|---|
| Financiamento de veículosPessoa física | ||
| Empréstimo pessoalNão consignado, pessoa física | ||
| Consignado INSSAposentados e pensionistas | ||
| Consignado privadoTrabalhadores com carteira assinada | ||
| Cartão de crédito rotativoPessoa física | ||
| Cheque especialPessoa física | ||
| Financiamento imobiliárioPessoa física | ||
| Capital de giroEmpresas |
Não existe um percentual fixo em lei. Os tribunais comparam a taxa do contrato com a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central para o mesmo tipo de operação, no mesmo mês. Quanto maior a distância entre as duas, mais forte o argumento de abusividade.
A taxa é igual ou menor que a média do mercado. Em regra, os juros não são abusivos, mas tarifas e seguros embutidos no contrato ainda podem ser questionados.
A taxa supera a média em menos de 50%. A abusividade depende do caso: perfil do cliente, garantias, prazo e outros encargos cobrados.
A taxa chega a uma vez e meia a média ou mais. É o parâmetro citado com frequência pelo STJ e pelos tribunais estaduais para reconhecer juros abusivos e determinar a revisão do contrato.
No julgamento do REsp 1.061.530/RS, sob o rito dos recursos repetitivos, o STJ mencionou como referências de abusividade taxas de uma vez e meia, o dobro ou o triplo da média de mercado. Por isso a calculadora usa 1,5 vez a média como sinal de alerta. A própria jurisprudência deixa claro, porém, que a média é um referencial e não um teto: cada contrato deve ser analisado com as suas particularidades.
Juros abusivos são juros cobrados muito acima do que o mercado praticava, para o mesmo tipo de crédito, na época da contratação. Bancos e financeiras podem cobrar mais de 12% ao ano, porque não estão sujeitos ao limite da Lei de Usura. Isso não significa liberdade total: o Código de Defesa do Consumidor considera nulas as cláusulas que colocam o consumidor em desvantagem exagerada (art. 51, IV, e § 1º).
Na prática, a abusividade aparece quando a taxa do contrato se distancia muito da taxa média de mercado. Essa média é calculada e divulgada todo mês pelo Banco Central, separada por tipo de operação (financiamento de veículo, crédito pessoal, consignado, cartão de crédito, cheque especial e outras) e por tipo de cliente, pessoa física ou empresa.
É essa comparação que a calculadora de juros abusivos desta página faz. Ela busca no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central a taxa média do mês em que você assinou o contrato e compara com a taxa que você paga ou pagou.
Além da taxa de juros, outras cobranças do contrato podem ser questionadas: seguro prestamista incluído sem que você pudesse escolher a seguradora (venda casada), tarifas cobradas sem o serviço correspondente e encargos de atraso acima do permitido. Esses valores não aparecem na taxa de juros, mas aumentam o custo total do contrato, o chamado CET.
Por isso, mesmo quando a calculadora mostra uma taxa dentro da média, pode valer a pena que um advogado leia o contrato inteiro.
A calculadora de juros abusivos precisa de poucas informações, todas presentes no contrato ou no carnê de pagamento.
Indique se o contrato foi feito por pessoa física ou empresa e qual é a operação. Se ficar em dúvida entre duas opções, prefira a mais específica, como "Financiamento de veículos" em vez de "Aquisição de bens total".
A comparação é sempre com a média do mês em que o contrato foi assinado. A data costuma estar na primeira ou na última página do contrato ou da cédula de crédito bancário.
Com o carnê ou os boletos em mãos, informe o valor financiado, o número de parcelas e o valor de cada uma: a calculadora descobre a taxa real. Se a taxa está no contrato, digite-a e escolha se é ao mês ou ao ano.
Você vê quantas vezes a sua taxa ficou acima da média, qual seria a parcela com a taxa média e a diferença estimada no total do contrato.
O Custo Efetivo Total (CET) soma juros, tarifas, seguros e IOF, por isso é sempre maior que a taxa de juros. Para comparar com a média do Banco Central, use a taxa de juros do contrato.
Se você informar as parcelas, a taxa calculada pode incluir tarifas e seguros que foram financiados junto, o que eleva um pouco o resultado. Nesses casos, a análise do contrato por um advogado separa cada cobrança.
Envie o contrato pelo WhatsApp. Um advogado do consumidor confere os juros, as tarifas e os seguros cobrados e diz com franqueza se vale a pena pedir a revisão.
Cada modalidade de crédito tem a sua própria média e as suas próprias regras. Veja o que observar no seu caso.
O financiamento de veículos está entre os contratos que mais geram ações revisionais. A taxa média costuma ser menor que a de outros créditos, porque o carro fica alienado ao banco como garantia. Por isso, taxas muito acima da média chamam atenção. Em março de 2015, por exemplo, a média para pessoa física foi de 1,85% ao mês: um contrato a 3,5% ao mês ficaria 1,89 vez acima dela.
Além dos juros, vale conferir o seguro prestamista, a tarifa de cadastro e a tarifa de avaliação do bem, cobranças frequentes nesse tipo de contrato.
Calcular juros do financiamentoO rotativo do cartão de crédito tem as maiores taxas do mercado, e por isso a comparação com a média é tão importante: mesmo com uma média alta, há emissores que cobram muito acima dos concorrentes. Desde janeiro de 2024, a Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida.
Na calculadora, escolha "Cartão de crédito rotativo" para o saldo da fatura que ficou em aberto, ou "Cartão de crédito parcelado" para compras e faturas parceladas com juros. Se o problema for uma cobrança que você não fez, veja também o nosso texto sobre cobrança indevida no cartão.
Calcular juros do cartãoDesde janeiro de 2020, os juros do cheque especial estão limitados a 8% ao mês para pessoas físicas e microempreendedores individuais, por resolução do Conselho Monetário Nacional. Antes disso não havia teto, e muitos contratos passavam de 12% ao mês.
Para períodos anteriores ao limite, e para empresas, a comparação com a taxa média do mês continua sendo o principal parâmetro para identificar a abusividade.
Calcular juros do cheque especialNo consignado, as parcelas são descontadas direto do salário ou do benefício, e o risco de calote é baixo. Por isso as taxas médias estão entre as menores do mercado. Para aposentados e pensionistas do INSS existe ainda um teto de juros fixado pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).
Uma taxa acima do teto, ou muito acima da média, merece análise. O mesmo vale para descontos de empréstimos que você não reconhece no seu benefício.
Calcular juros do consignadoO crédito pessoal não consignado, aquele sem desconto em folha, tem taxas mais altas e grande variação entre bancos e financeiras. É nessa modalidade que aparecem com mais frequência contratos com taxas várias vezes acima da média.
Se o empréstimo foi feito para quitar outras dívidas, escolha na calculadora a opção "Crédito pessoal vinculado à composição de dívidas", que tem média própria.
Calcular juros do empréstimoNo financiamento imobiliário, a taxa de juros costuma ser informada ao ano e vem acompanhada de um índice de correção, como a TR ou o IPCA. O Banco Central separa as operações com taxas reguladas, como as do Sistema Financeiro da Habitação, das operações com taxas de mercado.
Confira com atenção qual taxa o contrato informa (nominal ou efetiva), porque isso muda a comparação. Se tiver dúvida sobre a modalidade, use "Financiamento imobiliário total".
Calcular juros do financiamentoIdentificar a abusividade é o primeiro passo. Depois, o caminho para reduzir a dívida ou recuperar o que foi pago a mais costuma seguir esta ordem.
Contrato ou cédula de crédito, carnê ou extrato das parcelas pagas e comprovantes de tarifas e seguros. Se você não tem o contrato, o banco deve fornecer uma cópia.
Ele confere a taxa, a forma de cálculo dos juros, as tarifas e os seguros e estima quanto pode ser reduzido ou devolvido.
Em alguns casos, uma reclamação no próprio banco, no consumidor.gov.br, no Procon ou no Banco Central resolve a questão.
Sem acordo, a ação revisional pede ao juiz a redução dos juros à taxa média de mercado, a exclusão das cobranças indevidas e a devolução ou o abatimento do que foi pago a mais.
Parar de pagar sem orientação gera juros de mora e negativação. No financiamento de veículo, o atraso pode levar à busca e apreensão do bem. A forma de pagamento durante a revisão deve ser definida com um advogado.
O Aded Mattos Advogados é um escritório especializado em Direito do Consumidor, fundado pelo advogado Matheus Aded Mattos, pós-graduado em Direito Processual Civil pela PUC/RS. O contato pelo WhatsApp é feito diretamente com um advogado, que dá uma opinião sincera sobre o caso, mesmo quando as chances são pequenas.
O atendimento pode ser feito todo a distância: você envia o contrato pelo WhatsApp, assina os documentos pelo celular e acompanha o andamento do processo sem sair de casa.
Não encontrou a sua dúvida? Um advogado responde pelo WhatsApp.
Compare a taxa de juros do contrato com a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central para o mesmo tipo de operação, no mês em que você assinou. Se a sua taxa estiver muito acima da média, especialmente 1,5 vez ou mais, há indício de abusividade. A calculadora de juros abusivos desta página faz essa comparação automaticamente.
Não há um número fixo em lei. A jurisprudência usa a taxa média do Banco Central como referência e costuma reconhecer a abusividade quando a taxa do contrato chega a uma vez e meia a média ou mais, sempre considerando as particularidades de cada caso.
Não. Bancos e financeiras não estão sujeitos ao limite da Lei de Usura, e a Súmula 382 do STJ diz que juros acima de 12% ao ano, por si só, não indicam abusividade. O que importa é a comparação com a taxa média de mercado.
Do Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central do Brasil. A calculadora consulta os dados oficiais no momento do cálculo, na série da modalidade escolhida. O Banco Central divulga as médias com cerca de dois meses de atraso. Se o mês do seu contrato ainda não foi divulgado, a calculadora usa o mais recente e avisa.
Sim. Escolha a opção "Valor das parcelas" e informe o valor financiado, o número de parcelas e o valor de cada parcela. A calculadora descobre a taxa mensal pelo sistema de amortização mais usado no Brasil, a Tabela Price.
A taxa de juros é o preço do dinheiro emprestado. O Custo Efetivo Total (CET) soma os juros, as tarifas, os seguros e o IOF. Para comparar com a média do Banco Central, o correto é usar a taxa de juros.
Em muitos casos, sim. Contratos já quitados podem ser revistos para pedir a devolução do que foi pago a mais, desde que dentro do prazo legal. Um advogado verifica se o seu contrato ainda está nesse prazo.
Não por conta própria. Suspender os pagamentos sem autorização judicial gera atraso, juros de mora e, em financiamentos com garantia, pode levar à perda do bem. A forma de pagamento durante o processo deve ser definida com o seu advogado.
Não. A calculadora é uma ferramenta informativa que indica se há sinais de abusividade. O resultado de uma ação depende da análise completa do contrato e das provas de cada caso.
Não. O cálculo é feito no seu próprio navegador, e os valores digitados não são enviados nem armazenados por este site. Somente se você escolher falar com o advogado, o resumo do resultado vai na mensagem do WhatsApp.
Envie o resultado da calculadora de juros abusivos ou o seu contrato pelo WhatsApp e receba a avaliação de um advogado do consumidor, sem compromisso.
Conteúdo informativo, em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento 205/2021. A calculadora de juros abusivos apresenta uma estimativa com base em dados públicos do Banco Central do Brasil e não substitui a análise individual do contrato. Cada caso depende de análise própria e não há garantia de resultado.